quinta-feira, 18 de maio de 2017

Entre literacias, mídia, cidadania e "aprender nas nuvens"


Por uma nova consciência do espaço público. Esse foi o tema do 4.Congresso Literacia, Media e Cidadania,  que aconteceu em Porto nos dias 5 e 6 de maio de 2017. Desde o início do evento foi possível perceber uma programação diversificada, com olhares de vários lugares para o tema, como por exemplo, a Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano Nacional de Leitura, a Comissão Nacional da Unesco, Jornalistas, Políticos, Ativistas, Educadores e obviamente, Professores e Pesquisadores da Universidade. Aliás, vale destacar a primorosa atuação da Profa. Sara Pereira na coordenação do Congresso e a peculiaridade do Grupo Informal de Literacia para os Media, GILM, que além de organizador do evento, tem como objetivo trazer para o espaço público a educação para a mídia, e junto com ela, discutir essa nova consciência, seus desafios, potencialidades e riscos com profissionais de diversos campos e áreas de atuação  A esse respeito, a ênfase em padrões éticos, de respeito pela dignidade e pelos direitos humanos, bem como pelas liberdades de expressão e de participação foi uma constante no evento.

Na conferência inicial, La consciência publica en la nueva esfera midiática: el riesgo de la desigualdade creciente en alfabetización mediática,  José Manuel Perez Tornero, da Universidade Autônoma de Barcelona, destacou tanto o horizonte da alfabetização midiática – em que Portugal está sendo exemplo de diálogo, concentração e mudança ao unir a competência midiática com aspiração de cidadania  como direito nos espaços de comunicação. Ao mencionar a crise da esfera pública, da conversação pública e maquinaria do engano, da conversação social, bem como a vigilância  massiva e o controle dos espaços públicos com a ilusão de que somos livres, também discutiu o contexto da pós-verdade e suas implicações. A esse respeito, Tornero enfatizou que os modelos de alfabetização midiática não bastam, que precisamos mais para empoderar as instituições sociais e reinventar a esfera pública.

O tema da  Sessão Plenária 1 foi sobre “Literacia da Imagem e do Cinema”, com ênfase na cidadania visual e em diversos projetos do Instituto do Cinema e do Audiovisual, com Filomena S. Pereira, e do Plano Nacional de Cinema, com Elsa Mendes, além do Prof. da UCP e Crítico de Televisão Eduardo Cintra Torres. A Sessão Plenária 2  foi sobre “Formação e Boas Experiências em Educação para os Media”, a qual tive a honra de participar como convidada apresentando um pouco de nossas práticas de pesquisa e formação no âmbito da mídia-educação e das multiliteracias na cultura digital. Vale destacar a participação do Prof. José Azevedo, da Universidade do Porto, sobre os primeiros passos para uma convergência da literacia midiática e literacia digital, que conclui com uma provocação que afeta a todos nós, destacando que “há muita participação, pouca ação e nenhuma mudança significativa”. Por sua vez, entre as diversas experiências e reflexões, a Profa. Isabel Nina, da Rede de Bibliotecas Escolares - inspirada em Saramago “se podes olhar, vê. Se podes ver, repara” -destacou as oportunidades e os desafios formativos para promover níveis de educação para os media nas bibliotecas escolares. E por fim, Margarida Saco falou sobre a Campanha Nacional contra o Discurso do Ódio, que tem como objetivo promover educação para os direitos humanos on e off line a partir da cidadania digital dos jovens. A esse respeito, ela destacou a construção de outros discursos e práticas e um vídeo feito por jovens que faz parte da campanha, Uma história sobre gatos, unicórnios e discurso do ódio . Na Sessão Plenária 3, Por uma consciência do espaço público, o Prof. de Filosofia da Universidade de Lisboa, Viriato S. Marques, falou sobre Verdade Felicidade, Eficácia Política: O Desafio Triangular da Cidadania Pletórica (Des) Ordem Mediática em Curso. Entre a diversidade presente nas comunicações e nas demais atividades foi possível circular e conhecer diversas pesquisas  e um discurso que chamou a atenção foi a desmistificação em torno dos “nativos  digitais” e A educação para os Media na era Trump, em que Manuel Pinto discutiu o desafio dos educadores diante dos caminhos ou da ausência de caminhos, e o processo de mudança e os novos sinais que se mostram necessários.

O encerramento do evento, com apresentação da Associação Cultural Gambozinhos, foi um tributo ao Prof. Paquete de Oliveira, com depoimentos emocionantes que me fizeram admirá-lo mesmo sem tê-lo conhecido! Enfim, um congresso que se destacou pela pluralidade de ideias e de lugares da reflexão ao reunir professores e pesquisadores do campo da comunicação e educação, bibliotecários, jornalistas, políticos, filósofos e muitos outros estudiosos e ativistas que atuam em espaços da cultura, como cinema, museu e outras instituições. Essa riqueza e diversidade que caracterizou o congresso está muito coerente com os propósitos da GILM, além de ser um belo exemplo de trabalho em rede que pode inspirar muitas outras experiências.

Como num intensivo, um dia depois iniciava o Challenges 2017 com o tema Aprender nas Nuvens, evento que aconteceu entre os dias 8 e 10 /5/2107, na Universidade do Minho, em Braga, onde também apresentei trabalho. A 10. edição do evento, é fruto de um trabalho que foi se consolidando ao longo de vinte anos, e que costuma reunir pesquisadores portugueses, brasileiros e de muitos outros países que tem discutido as tecnologias na educação em suas mais diversas abordagens. Paulo Dias, Bento Silva, Cristina Ponte,  Edmea Santos foram alguns dos nomes presentes no evento, que teve como conferência principal, What we're learning about teaching computing,  proferida pelo Prof. Miles Berry, University of Roehampton (UK). Nessa fala, o professor enfatizou o pensamento computacional e sua presença curricular nos mais diversos níveis de ensino na Inglaterra, ou seja, a importância de ensinar programação desde os 5 anos de idade. Grande parte dos argumentos  utilizados ressaltavam quase os mesmos aspectos elencados em apresentação da SIREM 2016, que discuti em post de março de 2016. Uma evidência da importância de Papert, da elaboração e resolução de problemas, das estratégias utilizadas, a peer instruction, do conectivismo e do uso de códigos para prever comportamentos em programação. Os desafios da pesquisa a esse respeito estão só no início, mas já contamos com muitos elementos para pensar e problematizar diversas questões.


Enfim, eventos científicos e acadêmicos que são ocasião de formação, atualização e encontros entre colegas e amigos que reencontramos e outros que fazemos. Desse modo, não poderia deixar de registrar a generosidade do Prof. Manuel Pinto e a carinhosa acolhida portuguesa. Afinal, estar em Portugal é quase como sentir-se em casa...

domingo, 30 de abril de 2017

Crianças/jovens na era digital e pós-verdade: espaços de "nova" reflexão da mídia-educação?



O quanto as políticas públicas dialogam com as pesquisas acadêmicas? Diversas vezes nos fazemos essa pergunta, e lamentavelmente a resposta não tem sido muito favorável, sobretudo ao constatarmos os distanciamentos entre as políticas que na maioria das vezes desconsidera o que se constata nas pesquisas e seus possíveis desdobramentos. Esse quadro se agrava se pensarmos que grande parte das pessoas que ocupam lugares estratégicos na elaboração de políticas públicas por vezes são colegas que estão “momentaneamente” no governo. Com a intenção de discutir algumas perspectivas para as políticas públicas em relação às crianças e  a cultura digital, aconteceu o evento Crianças e Adolescentes na era digital: novas perspectivas para as políticas públicas, no dia 4/4/217, em São Paulo, promovido pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br, Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br, Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef e SaferNet Brasil, com apoio do Instituto Alana. O evento contou com a presença de diversos pesquisadores nacionais e internacionais e com representantes multissetoriais do governo federal, da sociedade civil e do setor privado. 


A abertura do seminário contou com a presença de Sonia Livingstone, professora do Departamento de Mídia e Comunicação da London School of Economics and Political Science, que vem investigando a relação entre mídia e infância, e coordena projetos internacionais sobre crianças e adolescentes on-line, como o EU Kids Online, desenvolvido em países europeus, e o Global Kids Online, que integra outros países da África e da América do Sul, em estudo piloto. Trata-se de um projeto de pesquisa internacional que visa sustentar evidências em diversos países em torno do uso da Internet por crianças através da criação de uma rigorosa com base e uma rede global de pesquisadores e especialistas. A equipe do projeto trabalha para conectar as novas evidencias em diálogo internacional visando encaminhamentos práticos no sentido de políticas para o bem-estar e os direitos das crianças na era digital infantil, especialmente no hemisfério sul. A pesquisa conta com apoio da Unicef e revela uma consistente trajetória no sentido da metodologia, das ferramentas qualitativas e quantitativas, bem como na adaptação de tais ferramentas conforme o contexto investigado.

Além da riqueza dos dados e das análises, durante a discussão, um dos argumentos que chamou a atenção foi o de que precisamos dados quantitativos para justificar a importância e a necessidade de políticas públicas a respeito do tema. Sim, é compreensível, mas por que “só” o quantitativo interessa aos elaboradores de políticas públicas? E a quem interessa a verticalização das análises a fim de tentar saber e entender a qualidade do que é feito por crianças e adolescentes na internet? Para além das hierarquias e divisões, fiquei curiosa em saber se e como os grandes institutos que fazem pesquisa quantitativa sobre o tema dialogam as pesquisas de cunho qualitativo produzidas nos ambientes acadêmicos dos mais diversos contextos, que muitas vezes usam seus dados como ponto de partida? Certamente a verticalização de algumas análises qualitativas podem revelar outras facetas e aspectos a serem investigados no âmbito das práticas investigativas com crianças e jovens e internet. Nesse sentido, ainda temos muitas pontes a construir...

É importante lembrar que para alguns estudiosos, a pesquisa quantitativa num futuro próximo não fará mais sentido, pois seria apenas uma questão de organizar e ou socializar o acesso aos dados pelo fenômeno big data. Mas quem controla o big data? Como ter acesso a esse enorme armazenamento de uma quantidade imensa de dados, e a capacidade de valorar as mais diversas informações baseados no que se convencionou chamar de 5 Vs: valor, volume, velocidade, variedade e veracidade? Imaginar esse grande número de informações nas revisões de literatura das pesquisas facilitaria muito a vida de muitos pesquisadores, mas parece que tal acesso não é tão simples assim e que dificilmente modificaria uma postura tão cristalizada, pelo menos por enquanto...


A atualidade de tal questão também pode ser constatada de alguma forma no encontro anual da SIREM, Società Italiana Ricerca sull’Educazione Mediale, que aconteceu em Capobasso/Molise, nos dias 20 e 21/4/2107, com o tema Mídia educação: pesquisa, formação universitária, profissãoEntre os temas clássicos, a atualização das questões colocadas há mais de 10 anos no cenário internacional da mídia-educação revela que na tão enfatizada cultura maker, a dimensão reflexiva parece deixar a desejar, afinal, pouco se reflete sobre o que se produz e compartilha em rede. E isso ocorre em diversos níveis, o que interpela ainda mais o lugar da mídia-educação na formação de professores, seja como disciplina, seja como tema transversal, ou ainda como perfil profissional ligado a uma profissionalidade docente, mas sobretudo como postura pedagógica de todo professor, como já dizia Jacquinot, em 1998.   


Essa evidência da pouca reflexividade em relação às mídias tradicionais, sociais e digitais e da dificuldade de crianças e jovens entenderem  o que é verdade e falso a  partir das imagens e  do quanto compreendem a partir da experiência direta da realidade também foi discutida na mesa sobre Pós-verdade. No debate, essa ideia foi questionada sobre o que tem de velho  e de novo neste conceito, e por que foi proposto com tal centralidade, o que nos leva a perguntar pelo imenso desafio da mediação em buscar novas formas de fazer e estimular a crítica e sobretudo sensibilizar o exercício da suspeita, que é mais que o aparato da desconstrução e do pensamento crítico, pois implica sensibilizar a responsabilidade do usuário/produtor. E aqui reside outro desafio à mídia-educação, pois se nas primeiras teorias a ênfase era na representação da realidade para desconstruí-la, hoje, com a evolução tecnológica e social, formar a sua responsabilidade  é espaço de nova reflexão.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Dilemas e perspectivas contemporâneas da pesquisa em educação: o óbvio também precisa ser dito


Muito honrada com o convite para realizar a Conferência de Aula Inaugural dos Programas de Pós-Graduação da UNEB (PPGEduC, Gestec, MPEJA, MPED, DMMDC),  que aconteceu no dia 7 de março de 2017 no Teatro Caetano Veloso, da UNEB em Salvador, compartilho alguns aspectos de tal experiência.

Num primeiro momento a tendência foi declinar do convite diante de outros compromissos assumidos anteriormente e do pouco tempo que seria entre um e outro. Mas de certa forma, já acostumada com bate-volta, assumi o desafio: por onde começar? Embora esse tema não seja o foco de minhas pesquisas, penso que [quase] todo pesquisador se depara com isso e assim, é possível supor que todos temos muito a dizer sobre o tema. Nesse caso, a mirada e com quem escolhemos dialogar pode fazer a diferença para tratar do  assunto.

Num momento ético-político tão complexo como o que estamos vivendo, o campo da educação em geral e a universidade pública em particular, têm apresentado desafios imensos para quem atua com pesquisa e as tensões e contradições que fazem parte desse fazer acabam dando as tintas e as tonalidades de nossa reflexão. Sobretudo quando constatamos a  “eterna crise” na educação e nas instiutuições, que não estão mais conseguindo responder satisfatoriamente às necessidades básicas da formação humana e da construção de sentido diante da complexidade do mundo contemporâneo.

O fio condutor escolhido para a aula foi inspirado na função da arte expressa por T. Williams,  “captar o eterno no que é desesperadamente fugaz”, mas também desenvolvida pela filosofia e pela ciência na perspecitva de Deleuze e Guattari, que consideram essas duas formas junto com a arte, as formas com que o pensamento  humano se expressa. Desse modo, busquei refletir sobre o tema a partir de uma intersecção  entre essas formas  de pensar a pesquisa.

Perguntas sobre o que entendemos por pesquisa, qual o sentido de pesquisar hoje, sobre a formação do pesquisador e sobre as marcas deixadas por nossas pesquisas interrogam o lugar de onde se pergunta. E se  interrogar é investigar,  o pesquisador também  atua como  troublemaker,  ou seja, como um fazedor de perguntas e/ou um criador de problemas na diversidade e multiplicidade de investigações possíveis.

Entre alguns  dilemas elencados, a ideia de pesquisar o contemporâneo estando imerso nele remete nos leva a concordar com Agambén quando diz que pesquisar no contemporâneo significa também prestar atenção às zonas escuras da realidade, não só às claras.  Aliado a isso, a inversão do mito da caverna sugerida por Deleuze quando diz que não precisamos levar o outro para fora da caverna em busca da luz, mas aprofundar o estudo da sombra. Uma boa metáfora para pensarmos o papel e/ou desejo utópico do intelectual e pesquisador  hoje.

Desse modo, uma perspectiva seria pensar/operar práticas investigativas que respondam ao claro-escuro das necessidades educativas atuais, contraditórias e paradoxais,  considerando a construção de  subjetividades em um mundo volátil, incerto, complexo ambíguo e levando em conta também as múltiplas possibilidades (narrativas, visuais, multimodais) de produção de conhecimento,  que a experiencia de pesquisa  permite mediar ao transitar pelos entornos educativos formais e informais.

Outro dilema da pesquisa entendida como pergunta e reflexão e suas dimensões política, cultural, educativa, ética e estética é que ela também pode sinalizar alguma “ordem no caos” ao olharmos a realidade . E aqui, mais uma vez, o plano, os conceitos e os personagens de Deleuze nos inspiram a pensar nas necessárias articulações  macro-micro.

O “recuo da teoria” nas pesquisas, dilema sugerido por Marcondes há mais de 15 anos,  também pode ser discutido junto ao mal-estar epistemológico e ao ceticismo presente em nossos dias, o que motiva os "pós",  "neo", "anti" e tantos outros que nos levam a tentar entender esse real.  Mas  podemos perguntar: o recuo de que teoria se está falando? E como tal recuo  tem propiciado o surgimento de outras práticas/teorias?  É possível ousar ir além da rigidez de certos padrões epistemológicos, educacionais, éticos ou políticos sem a chancela moderna de algumas “certezas” ? Talvez construir pontes entre passado presente futuro buscando outras posições ontológicas, epistemológicas e metodológicas para estudar os fenômenos que configuram nossa realidade seja uma pista. Nesse caso,  é ncessário rever também a relação entre investigador e investigado por meio de narrativas e epistemologias  que promovam outros entendimentos dos problemas sociais, educativos, cuturais.

A pesquisa como dispositivo, espaço, tempo e movimento de ideias também nos leva a pensar na urgência de mudar as perguntas, os óculos /lentes com que enxergamos  para vislumbrar novas formas de conhecer sentindo e sentir conhecendo, como sugere Benjamin, redimensionando aí o papel da corporeidade nessa relação.  Também no horizonte, a urgência de mudar a relação com os tempos de aprendizagem do sujeito e os tempos institucionais, o que nos leva a discutir a questão do financiamento das pesquisas e a própria  relação ensino-pesquisa-extensão. Nesse sentido, como não problematizar certos  dilemas éticos, políticos, estéticos e culturais que precisam ser discutidos quando falamos em recriar a universidade do século XXI? 

Para isso, buscar outras inspirações, intersecções e conexões é fundamental, assim como  pensar outras tecnologias e metodologias. A esse respeito, as metodologias pós-qualitativas e as trajetórias não-lineares de pesquisa podem recolocar a noção de investigar e ampliar os significados e as possibilidades de entendimento da pesquisa. Uma pesquisa que possa promover e explorar novas fronteiras de modo atuar em uma realidade complexa a partir de perspectivas inter e transdisciplinares que transcendem os territórios e que atuam cada vez mais na direção de pesquisas interinstitucionais e internacionais, como sinalizam alguns exemplos e boas práticas desenvolvidas em diversos contextos.
Processos múltiplos e plurais que evidenciam desafios imensos, negociações constantes mas sem dúvida, de grande riqueza e aprendizado diante de diferentes tradições, perspectivas e abordagens teóricas metodológicas de pesquisa. Desafios sempre lançados, e junto com eles, mais dilemas e mais perspectivas...

Enfim, se essas questões parecem tão óbvias, nunca é demais lembrar que o óbvio também precisa ser dito.  E isso foi possível perceber nos comentários e depoimentos  de algumas pessoas que me procuraram após a aula, enquanto a cantora Juliana Ribeiro lindamente fazia sua apresentação musical para encerrar a atividade.

No tecido dessa experiência, a sempre generosa acolhida de Salvador e a delicadeza da atenção dos colegas da UNEB. Aqui destaco a presença da vice-reitora Carla Liane, da pró-reitora de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação Tania Hetkowski, e dos Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado da Bahia, o Prof. Dr. Augusto Cesar Leiro,  do  Programa de Pós Graduação em Educação e Contemporaneidade – PPGEduC , do Prof. Dr. André Ricardo Magalhães,   do Mestrado Profissional Gestão e Tecnologia Aplicada à Educação – GESTEC, da Profa. Dra. Tania Regina Dantas,  do Mestrado Profissional em Educação de Jovens e Adultos – MPEJA, da Profa. Dra. Ana Lúcia Gomes, do  Mestrado Profissional em Educação e Diversidade- MPED, e da Profa. Dra. Suely A. Messeder, do  Doutorado Multi-institucional e Multidisciplinar em Difusão de Conhecimento – DMMDC.  Personagens que junto com os demais participantes do evento, construíram mais esse momento de encontro e aprendizado para mim, a quem expresso minha gratidão.